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CARRAPATOS

Data: 10/12/2007
Autor: Agility News

 

Os carrapatos em cães são extremamente freqüentes no Brasil , isto porque nossas condições climáticas favorecem muito a sua multiplicação – calor e umidade , além disso uma única fêmea de carrapato pode chegar a colocar 4000 ovos em uma única postura .
Além disso é importante ressaltar que a relação 5% no animal , 95% no ambiente também é válida para os carrapatos .

O maior problema que as pessoas encontram na hora da “ guerra” contra este parasita é a desinformação e uma série de mitos ou confusão entre espécies de carrapato ou até mesmo utilizam as mesmas estratégias de combate as pulgas ....
O primeiro ponto a importante quando se fala de carrapatos e de como combate-los , ou melhor dizendo controla-los , é a importância de se determinar a espécie do carrapato ! As espécies que mais freqüentemente atacam os cães são o Rhipicephalus sanguineus e o Amblyoma .

Caso você não tenha experiência , pode ser difícil a classificação do carrapato . Porém o tipo de ambiente onde o animal vive e o manejo podem dar algumas pistas do carrapato em questão e em cima disso conseguiremos estabelecer o melhor esquema para controla-los .

Neste texto iremos abordar o R. sanguineus , responsável pela maioria das infestações de cães , em uma próxima oportunidade abordaremos o Amblyoma para facilitar a compreensão .

O Rhipicephalus sanguinues – é chamado de carrapato marrom do cão . Ele recebeu esta denominação , pois já desenvolveu um sistema de parasitismo totalmente dependente do cão , isto é , onde há R.sanguineus há a presença de um cão .

Este carrapato normalmente acomete cães de áreas urbanas , que ficam confinados a um determinado espaço . Cães de áreas rurais , mas que são criados em canis ou de alguma forma tem seus espaço limitado(ex.: cães criados na corrente) e sem acesso a outras espécies de animais também são acometidos pelo R.sanguineus .
Isto porque diferentemente das demais espécies de carrapato , o R sanguineus por este estreito relacionamento com o cão , tem hábitos nídicolas , isto é de “ ficar em ninhos” .

Portanto o R. sanguineus não tem o hábito de tocaia , como de outras espécies, que ficam aguardando seus novo hospedeiro na ponta de capim ou da grama .
O R. sanguineus completa muitas vezes o seu ciclo com um único cão . Quando estamos diante de uma infestação de R.sanguineus , nossos esforços devem portanto se direcionar a esses “ ninhos “ , que são as frestas das casinhas dos cães , os muros ou qualquer lugar onde a fêmea repleta de ovos pode se esconder para desovar . Pois a fêmea , depois de fecundada e já repleta de sangue , após cair no solo sobe os muros a procura de abrigo para desovar. Muitas vezes conseguimos ver estas fêmeas “ andando “ pelos muros .

Desta forma , podemos já determinar um dos erros mais comuns – a pessoa compra um bom produto para o ambiente e só lava o chão do canil ... enquanto as fêmeas e seus ovos estão seguras e tranqüilas em sues ninhos nos muros e na casa do cão . O chão não é o local de predileção desta espécie de carrapato . Outra dica em vista disso , é não utilizar para canis , muro chapiscado ou qualquer outro tipo que permita o abrigo destas fêmeas , escolha superfícies lisas para os muros que dificultam o abrigo desta fêmeas Pulverize o produto selecionado (ex.: pó Asuntol) nos muros e nas paredes e telhado da casinha do cão .

Outro erro é achar que uma aplicação resolve ! Devemos realizar 3 a 4 aplicações com intervalos de 14 dias para controlar o problema Um ponto importante é lembrar em falar de controle de carrapatos e não extermínio , pois esses terríveis inimigos , podem facilmente vir do seu vizinho e novamente contaminar o seu ambiente .Sendo assim se você tiver um excelente esquema de controle e seu vizinho de muro não , só resta a você proteger o seu cão , pois dificilmente controlará o ambiente ! Portanto a utilização no animal de produtos eficazes e de longo período residual são fundamentais para se ter um bom controle.

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